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Avatar de Sérgio Ferro Dionísio

Numa das cenas finais do Drive My Car, a da peça a ser representada no teatro, a actriz que interpreta a personagem Sonya na peça de Tchekhov fá-lo em linguagem gestual, mais exactamente Língua de Sinais Coreana. Quem já leu O Tio Vanya sabe que é uma fala impactante e acho que neste caso o facto de ser proferida sem som aguça ainda mais a atenção do espectador. Pois é nesse preciso momento que toca alto e bom som nas primeiras filas aquele toque universal do iPhone, aquele que toda a gente conhece e que penso existir uma lei que obriga os proprietários daquela marca específica a manter. Sorte que o senhor só levou uns dois minutos a achar o telemóvel e a desligar aquilo...

Quem fala e faz barulhos numa sala de cinema são as pessoas que estão ali para se distrair e passar tempo como quem vai "passear" a um centro comercial. Muitas vezes compram o bilhete sem saber que filme vão ver, sem ter lido absolutamente nada sobre o filme. Estão no seu direito mas isso para mim é inconcebível. Quem como eu gosta tanto e tem tão poucas oportunidades de ir ao cinema, vai em estado de excitação e expectativa e aproveita todos os momentos. Caladinho.

Nimas H2 ou por aí.

Avatar de 1956 Longo

Hoje em dia, já não sou um assíduo cinéfilo mas, na minha juventude chegava a ver três filmes por fim de semana. Era de facto uma coisa que me arreliava era os comentários durante a sessão, várias vezes mandei calar alguns espectadores mais mal comportados.

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